Trabalha, navalha.
minha cara, retalha.
No corte um sorriso entalha,
pois é o que me calha.

Depois, não falha!,
enche meu peito de palha,
meu coração estraçalha.
E o resto… empalha.

Me faz muralha,
como ela, canalha.
Então espalha:
Sou passado, mortalha.

Trabalha, navalha.
Trabalha.

Obs.: Parafraseando Walter Franco, em “Canalha”:

É uma dor canalha
Que te dilacera
É um grito que se espalha
Também pudera
Não tarda nem falha
Apenas te espera
Num campo de batalha
É um grito que se espalha
É uma dor
Canalha.

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