De manhã, ela acorda sorrindo, entre sono e sonho, mas não quer sair da cama.
De tarde, ela descansa do almoço, vê um filme, lê um livro, ouve música, arruma os restos da noite, junto comigo. Quando o sol diminui, passeamos no parque e deitamos na grama. Cochilo; ela divaga.
De noite, misturamos vinho e narguile com cinema. Eu ouço o que ela diz sobre os atores. Concordo ou discordo, mas é tudo irrelevante diante do que importa de verdade: ouvir sua voz.
Depois, ela quer dançar.
– Danço contigo, minha nuvem.
Danço até que os corpos, cansados, queiram ir para casa. Tua silhueta quer descansar ou dançar de novo, de madrugada e de manhã, até a exaustão. Totalmente expostos, não respeitamos nenhum ritmo, exceto o nosso próprio desejo.
Os dias são simples quando tu estás comigo.

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