Para ti

Quantas vezes cobrastes que postasse no meu blog, contasse o quanto te amava. Perdoa-me. Nunca fiz deste lugar seu altar.

Mas não imagines que tento remendar o que não fiz. Volto agora porque preciso escrever, me reconhecer, falar de sentimentos comuns a tantas pessoas. Escrevo por mim, não por ti.

Estou de luto. Choro tua partida. Por um tempo, viverei um rito de despedida. Será um tempo curto, pois me fizestes o favor de matar dentro de mim tudo que amava em ti, tudo que sempre justificou tentar de novo. Agora, tudo é pouco, tudo é vago, tudo é impreciso. Esqueço os motivos que me fizeram ficar.

Como sempre tivestes dificuldades para perceber quando os textos te visavam, te avisarei, publicando uma epígrafe “Para ti”, caso algum texto seja para você. Não espere muitos.

Desculpa não dizer teu nome. É para esquecê-lo, por fim. Como não carregas meu nome, como nunca me carregaste em ti, na tua vida, em teu futuro, pois que vives só o presente, será fácil esquecer, mas é bom não profanar palavras, pois que podes voltar se eu tanto te evocar.

Assim, de hoje em diante, te chamo de “sem nome”.

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