Ela é minha prima. Quando pequena, magrela e sem jeito, eu a achava mimada, a garota que só comia nuggets, miojo, salsicha e mais umas duas comidas no mundo. Como sua mãe, conheceu seu marido na rua onde morava. Namorou oito anos, sempre o mesmo homem, e com ele se casou, um mês antes de completar 22 anos. O casamento foi lindo. Eu vi.

A menina magrela tinha virado uma mulher linda, mas não imaginava o quanto ela era bonita. Quatro meses depois do casamento, seu marido, um triatleta e personal trainner, foi atropelado andando de bicicleta na Rodovia Anchieta. Seu corpo foi arremessado longe, por um carro dirigido por um bêbado. Sempre o álcool nas tragédias.

Foi ali que pude ver que a beleza da minha prima não era apenas externa. Desde então, um ano e quatro meses se passaram. Ela continua do lado dele, em tudo, com todas as agruras, sofrimentos, esposa zelosa e devotada. Nestes momentos, vemos quem são as grandes pessoas no mundo.

Eu te admiro, Aline, como nunca imaginei que admiraria. Me enganei muito. Ainda bem. Tu és gigante. E me sinto até pequeno diante de ti.

Por isso, se os que lerem isso a encontrarem pela rua, ajoelhem perante ela, pois minha prima é um anjo. Toda aquela beleza externa se repete, de forma mais aguda ainda (como se fosse possível), numa alma que brilha.

Eu te amo, priminha, pelo ser gigante que você se tornou, comendo miojo, sabe lá Deus de que maneira.

A ti, amor, respeito e admiração.

PS: Click no nome para acessar o profile no orkut da minha prima.

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