Uma manhã jazz tem sol ameno, mas só depois das 10 horas, para não me acordar muito cedo. E o dia passa, sem desespero, vida de improvisos e ritmo veloz, mas manso. A maioria dos dias é assim, às vezes menos calmos, mas ouço Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan e Billie Holiday quase sempre.
Uma noite blues não brilha, nem dentro nem fora, e gasto tempo a ruminar o que escapa ao meu controle. O ritmo desacelera e o tom é alto, agudo. Alguns dias são assim. E ouço B.B. King, Muddy Waters e Yardbirds.
Às vezes, os dias são jazz; às vezes, são blues. Mas amo tanto jazz quanto blues.

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