Que o tempo desacelere. Quem vive ao lado de alguém tem o direito supremo e inalienável a domingos de manhã. Tem direito a acordar sem pressa, merece toda preguiça do mundo nos dias de folga.

Que amar demanda tempo, demanda carinho entre gemidos, volúpia e força. Acelera e pára. Repousa e ofega, um após o outro ou vice-versa.

Nos domingos de manhã, o café na cama ou juntos, na mesa, não tem calendário nem agenda. O almoço pode ser tardio. O dia pode esperar. O sono é inútil, mas cochilos lânguidos são a lei.

Tenho desejo de domingos de manhã, de dormir cedo no sábado e não ter compromissos, pois há que se guardar os dias santos. E divino é o sexo.

Domingo não pecar é pecado.

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