Os frankfurtianos, sobretudo Adorno e Horkheimer, nunca foram de deixar pedra sobre pedra. E nunca tiveram dificuldade para encontra o que demolir. Não cabe entrar em detalhes, mas eles foram contundentes com os três modelos de sociedade que conheceram: o nazismo, o stalisnismo e o capitalismo.
Para eles, as três são projeções da razão iluminista e as três, cada uma a seu modo, são a realização da violência que a razão carrega. Esta violência se manifesta primeiro como domínio do homem sobre a natureza e, depois, como domínio do homem sobre o homem.
O nazismo e o stalinismo, via campos de concetração, e vias gulags, entre outras coisas, já manisfestaram sua faceta autoritária. O capitalismo também, mas se esconde, por ainda não ser história e por que ainda controla a produção de sentidos. Assim, não pode ser avaliado plenamente.
Mas os sinais são claros. A infantilização propagada pelos meios se manifesta nitidamente no orkut, msn e blogs, no sucesso do RBD, nas picaretagens infatilóides como os grupinhos de mulheres cantando em roupas sumárias. A Indústria Cultural envia mensagens simples que até uma criança de 7 anos entende e que fascina adultos que não conseguiram ir muito além dos 7 anos. Manter-se criança é não se civilizar. Não se civilizar é continuar violento.
Parafraseando Adorno: os defensores da coisa podem achar que os ícones da indústria cultural são inofensivos, infantis até. Mas, entre tantos outros malefícios, tratar a mulher como objeto é manter sobre seu corpo a opressão que nele opera por séculos. As moças dançando com pouca roupa são a desumanização da mulher e o convite a uma violência histórica, que a razão não superou. Pelo contrário, inventou meios de explorá-la para fazer dinheiro.
A democracia de massa é o terceiro fracasso da razão.

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