Te encontro agora em lances fortuitos ou casuais. Pequenos detalhes que antes poderiam significar nada ganharam sentido. 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. Fui incumbido, então, de fazer um boletim comemorativo da data. Um dos textos que deveria escrever seria uma homenagem a uma mulher notável. Uma militante de esquerda que nasceu em 1870 e morreu em 1919; que foi intelectual do movimento proletário polonês e alemão, fundadora do PCA – Partido Comunista Alemão; que polemizou com Lênin sobre os destinos da revolução internacional; que lutou e morreu pelos trabalhadores. Seu nome: Rosa.
E corri escrever uma homenagem biográfica a Rosa Luxemburgo, não sem pensar no sentido que as rosas ganharam para mim desde que te vi, um dia, rosa azul da minha busca utópica.
Os cabelos loiros do Pequeno Príncipe fazem com que, para a raposa, a cor do trigo tenha algum sentido. Sempre gostei de flores. Hoje, mais que nunca, amo flores e uma flor em especial.

(carta escrita em 1997)

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